Raquel Caprio
Coordenadoria de Atenção Primária Prisional
O Sistema Único de Saúde (SUS) no sistema prisional constitui uma garantia do direito à saúde, um dos elementos de cidadania e possibilidade para a redução das iniquidades em saúde. No município do Rio de Janeiro, há aproximadamente 31 mil pessoas privadas de liberdade, distribuídas em 28 unidades prisionais.
O ambiente prisional apresenta desafios significativos para a oferta do cuidado em saúde, sendo marcado por problemas estruturais, heterogeneidade territorial, violências, condições insalubres, desigualdades sociais e expressões de racismo institucional. A população privada de liberdade é composta majoritariamente por jovens do sexo masculino, com baixa escolaridade, predominantemente negros e das periferias.
A Atenção Primária Prisional (APP) é organizada por 22 equipes multiprofissionais, ancoradas nos atributos da Atenção Primária à Saúde (APS), com o objetivo de garantir o acesso, a resolutividade e a integralidade do cuidado em todos os ciclos de vida. As ações contemplam lactentes, gestantes, mulheres, homens, população LGBT e idosos.
Entre os principais desafios da APP destacam-se o cuidado às condições crônicas transmissíveis, especialmente tuberculose e infecção pelo HIV e os problemas de saúde mental.
Ofertar ações e serviços da Atenção Primária à Saúde de forma adequada, resolutiva e em tempo oportuno no sistema prisional
Promover o acesso das pessoas privadas de liberdade ao cuidado integral no âmbito do SUS.
Resolutividade, Intersetorialidade e Humanização.
